“Açores e Benfica … uma história em pleno oceano!”

Preâmbulo: Esta é a história de um grupo de amigos que no início da época, meteu na cabeça ir aos Açores ver o Benfica … e que forammesmo passados uns bons 6 meses. 5 dias repletos de tudo e mais alguma coisa e bomque o Benfica habitualmente nos traz neste tipo de deslocações. As linhas que se seguem prestam-se a mostrar a onda de mística que invadiu a ilha …

Julho de 2018: O sorteio de uma nova època gera sempre muitas expectativas, ainda antes do sorteio começar projectam-se deslocações, planeiam-se dias de fèrias, algo que ganha ainda mais destaque, quando o Benfica ao final de 15 anos está de regresso aos Açores; daqui para a frente foi apeas usar a fórmula mágica, nada isto està por inventar, entre todos os elementos do grupo era hora de dividir funçoes, um reservou os voos, outro a casa e por fim alguém tratou de akugar os carrospara as voltas na ilha. Estava lançado o mote, aquela turma de sempre lá mais uma vez atrás do Benfica desta vez para os Açores; e o que segue pertence ao imaginário de um Benfica vivido por vada um de nós.

Janeiro de 2019: O ano acabava de virar, e com a entrada de 2019 era já possivel contar pelos dedos das mãos, os dias que faltavam para partir até ä Ilha de S.Miguel, no trabalho ou em casa cada um de nós dava os últimos retoques na sua vida pessoal, para deixar tudo em ordem antes da partida. E ali estávamos nós  … ansiosos como se mai suma vez fosse a nossa primeira deslocação; esta “meninice” do Benfica é tãoa e nunca muda … e ainda bem!

11 de Janeiro de 2018: São 6 da manhã, e a poucas horas de sono foram mal dormidas, salto da cama cumpro os afazeres matinais, a boleia apanha-me em casa; passadas duas horas ali estávamos todos no ponto de encontro combinado na porta de embarque no aeroporto, ea impossível disfarçar a felicidade na nossa cara, estava a começar uma das deslocações mais memoráveis de sempre.

 

Là bem no alto durante o voo, íamos prevendo e falando de como iriam ser aqueles dias, desde o pré-jogo, ás almoçaradas e jantaradas, os passeios pela ilha naquelas paisagens deslunbrantes. Lá bemem cima começàmos a avistar os Açores, um pedaço de ilha plantado em pleno oceano, que primeira imagem incrível para sermos recebidos.

 

Acabadinhos de aterrar foi pegar os carros de aluguer, deixar as malas no apartamento e seguir para uma valente almoçarada pré-jogo, num restaurante com uma vista esmafadora para o mar, e a saborerar aquelas lapas como soube bem. Depois foi deslocarmo-nos para o estádio de S.Miguel; o ambiente em torno era de uma pureza que só o futebol mais popular é capaz de oferecer, afinal o Benfica já não ali estava há 15 anos, pessoas de odas as idades e vindas dos 4 cantos do mundo ali estavam, reviu-se velhos amigos e bebeu-se umas boas “Especiais”, e já agora, obrigado ao caro amigo que decidiu comprar a cerveja toda daquela barraquinha para não pagarmos nada, que momento tão carregado de mística e partilha.

Até aqui pode parecer que estou apeas a relatar mais uma experiência de um jogo longe da Luz, em parte sim foi; mas o melhor foi mesmo tudo aquilo que ladeou o facto de o Benifca ir jogar aos Açores; os dias que seguirão foram de uma riqueza brutal, ter testemunhado a felicidade e disposição daquelas pessoas em ter o Benfica ali e em nos receber, foi a melhor recirdação que poderíamos terlevado destes dias, fosse pela rua, pelos locais visitados, ou nos bares e cafés os açoreaos faziam questão de nos sentirmos em casa. Por onde quer que andássemos, era com uma rapidez medonha que sabiam porque ali estávamo, no café “A Lagoinha”, passámos largas horas de paleio com gentes puras, e que cheias de orgulho nos davao dicas e conselhos sobre de como e onde visitar os pontos forttes da Ilha de S.Miguel á medida que íam pondo mais e mais cerveja em cima do balcão, cantar, festejar sem querer que aquelas horas acabassem, afinal era por aquilo mesmo que tínhamos feito esta viagem, viver aquela parte do Benfica que a maioria do grande público não vê.

Costumo dizer que quando estamos a uns valentes milhares de Km´s de casa pelo Benfica, que existe um elan diferente em torno de tudo, um contexto diferente daquele a que estamos acostumados, o facto de iajarmos com companheiro sde bancada, e na maioria dos casos serem jogos alicciantes ou simplesmente pela beleza do sítio em que oremos estar. Esta viage teve tudo isso e mais alguma coisa nesse aspecto, e por isso mesmo as passagens por exemplo pela Lagoa das Sete Cidades, do Fogo, do Crongo e Poça da Dona Beija (visitas obrigatórias para quem for á Ilha de S.Miguel), foram momenttos planeados, mas que na hora e no momento se rvelaram avassaladores …. simplesmente porque tinha sido o Benfica a levar-nos ali.Diz-se usualmente que os 90 minutos são o pretexto para muita outra coisa á volta desse jogo, e ao fim deste texto termino dizendo … Obrigado por terem existido aqueles 90 minutos na Ilha de S.Miguel!

Até para o ano Açores …

 

António Vieira

Comentários