Na Óptica Dela #3

Não sei viver sem ti

 

A ouvir o relato, na cadeira do café ou de pé na bancada. Ininterruptamente, a minha vida sempre girou em torno do Benfica. Muitos pensarão – aqueles que não entendem – “que redutor viver em função de um clube”. A estes só posso responder

“que privilégio e quanta riqueza o Benfica me dá.”

Não se trata de apenas olhar para um relvado e ver jogadores atrás de uma bola. É muito mais! São as pessoas, as histórias, os lugares, os momentos, as emoções e as peripécias.

“Graças ao Benfica vivo mais,”

conheço mais e sou, inevitavelmente, mais feliz.

É tudo um mar de papoilas saltitantes? Claro que não. Há tristezas, viagens cansativas, momentos de aflição e, por vezes, fica-se sem vontade de comer e com um nó na garganta. Quando o Benfica não ganha parece que o mundo gira ao contrário e deixa de fazer sentido. E é isso que sentimos neste momento.

A ilusão de conquistar o penta deu lugar à desilusão de o deixar escapar nos momentos finais da época, após tanto esforço para nos mantermos na luta pelo título. Há que repensar a estratégia desportiva e comunicacional e responder apenas dentro de campo com futebol «bem jogado» e vitórias.

O final de uma época significa também tempo de reflexão do que vimos e vivemos ao longo dela. Sei que falo por mim e por muitos: faria tudo outra vez e, se pudesse, ainda mais.

“A verdade é que não sei viver sem ti, Benfica.”

E, a ganhar ou a perder, cá estarei com todo o orgulho porque me dás muito mais do que alguma vez te poderei retribuir.

A todos os que me acompanharam, com quem partilhei viagens, abraços, sorrisos, autocolantes e finos, o meu muito obrigada com a certeza de que permanecemos juntos.

 

Rumo ao 37.

 

Na óptica dela por

Ana Sofia Figeiredo

Twitter: @anasofiafig

 

 

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