“Para um futuro melhor”

Não posso fugir ao tema do momento. A saída de Rui Vitória não chegou no momento ideal, mas ainda há tempo para dar a volta a uma época que tem sido fraca.

O mês de Janeiro e o início de Fevereiro são terríveis. Temos o campeonato, e com o Derby Eterno logo no começo do próximo mês, a final four da Taça da Liga e ainda os quartos-de-final da Taça de Portugal. Está muita coisa em jogo e é preciso encarar todas as partidas como se de finais se tratassem.

Bruno Lage é o homem que se segue. Mesmo que numa primeira fase de forma interina, é um treinador capaz de criar um impacto tremendo na equipa e apresentar trabalho que convença jogadores, adeptos e direcção.

 

 

No entanto, não quero falar de Lage, Vitória ou outros. Quero falar daquilo que o Benfica precisa.

Creio que em primeiro lugar é preciso arriscar num modelo diferente. Keizer, por exemplo, abanou aquilo que se faz em Portugal e é isso que o futebol do Benfica necessita, de um abanão. Os próprios jogadores precisam que lhes seja mostrada uma nova visão e o homem que chegar tem de ter liberdade para isso e para mudar radicalmente os hábitos, que parecem existir a rodos.

 

“o homem que chegar tem de ter liberdade”

 

É inegável a qualidade do plantel do Benfica. Um plantel que tem jogadores suficientes para apresentar diferentes modelos de jogo. O futebol hoje em dia é isso mesmo. Desde que vejo bola com olhos de ver, acho que nunca se deu tanta importância ao treino como agora. Aliás, eu sou da opinião de que o trabalho do treinador é feito apenas durante a semana. Se a equipa e os jogadores forem bem trabalhados, não será preciso grande gritaria para que percebam o que fazer durante os jogos. Favorecer o treino e a relação com os jogadores é muito mais importante.

 

“o trabalho do treinador é feito apenas durante a semana”

 

A equipa deve ter à sua frente um pensador que seja metódico no treino, mas que também dê prioridade à relação com os jogadores. Em conversa com um amigo, também ele benfiquista, concordámos que hoje em dia todos os jogadores são ou querem ser estrelas, principalmente em clubes onde abunda o dinheiro. Actualmente, saber estar rodeado desses jogadores e saber comunicar com eles são duas características muito importantes num treinador. Não creio que isso aconteça no balneário do Benfica, pelo menos em grande escala, mas quero que o próximo treinador seja essa pessoa.

 

 

Por último, é necessário entrar sempre para ganhar e para marcar golos, independentemente do adversário, seja ele o Estrela de Portalegre ou o Barcelona.

O Benfica tem de impor o seu jogo. Uma das coisas que mais me irritavam nos últimos tempos, era ver que qualquer equipa sabia que nos podia ganhar. Isso não pode acontecer. Temos de ter em campo um Benfica mandão. Tenho a convicção de que só com esse espírito podemos chegar mais longe em todas as competições.

 

@luisvpgomes

 

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